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Certeza da Salvação | Para Renovar O Dia




Porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia. 2 Timóteo 1:12


Os pregadores adventistas sabem que um tema que atrai e garante boa assistência é aquele sobre os eventos finais. O que em realidade motiva essa audiência não é a curiosidade de saber se a crise financeira ou o aquecimento global influenciarão os eventos finais. A dúvida insistente é quanto à certeza da salvação.

Os eventos finais são apresentados muitas vezes como um processo seletivo, no qual em cada fase sobreviverão os mais fortes e consagrados. “O que vai acontecer quando meu nome for chamado? Estarei salvo ou perdido? Como vou fugir para as montanhas se próximo à minha cidade não há montanhas?”

Desavisadamente, alguns pregadores deixam a igreja com medo e em estado de suspense, em lugar de alimentar-lhe a confiança em Deus. “Cuidado! Não deixe pecado nenhum sem ser confessado, senão você pode ficar fora do Céu.” E o que fazem alguns no afã de manter a “ficha limpa”? Confessam uma, duas, várias vezes.

Reduzimos Deus a um exator, um juiz exigente, que no dia do juízo dirá: “Lamento, mas no dia 14 de junho de 2011, às 16h15, há o registro de um pecado que você cometeu e não confessou, então...” E se cometer um pecado e não tiver tempo de confessar, ao morrer, estarei salvo ou perdido?

Será que nosso relacionamento com Deus é tão frágil e instável como entrar e sair por uma porta giratória que dá acesso à salvação? Se peco, saio; se confesso, torno a entrar; se peco outra vez, volto a sair... Alguns, nesse caso, estariam sempre trancados à porta. Outros pensam em seu nome escrito e apagado todas as vezes que passam por esse processo.

Como reforço, vou usar a ilustração de Paulo em Romanos 7. Se igualamos o casamento à alternação entre erro e acerto, pecado e confissão, significando que cada vez que eu cometer um pecado me divorcio de Cristo, ao confessar, caso-me de novo. Como seria o relacionamento de um casal nessas circunstâncias? Como os dois iriam crescer?

Não precisamos continuar pendurados à dúvida. Deus nos aceita como somos e nos recebe. “Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 64).



Meditações Diárias 02/06/2011 - CPB

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O Poder do Espírito Santo | Para Renovar o Dia




Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês. Atos 1:8



Imagine o seguinte: que o gerente do seu banco lhe telefona e diz que alguém depositou um milhão de reais na sua conta. Eles já checaram quem depositou e não é engano. São seus. Depois de quanto tempo você começaria a usar esse dinheiro? Alguns minutos depois do telefonema e o quanto antes possível? Pagaria todas as suas contas, faria investimentos, transferências, doações e assim por diante?

A ideia de estar cheio do poder do Espírito Santo não é nova. Falamos nEle como se fosse a solução para a vida espiritual. De fato, há uma fonte de poder pronta para nos assistir em toda emergência e nos ajudar em nosso crescimento cristão. Deus colocou um “depósito” em nossa “conta espiritual”. Nessa “conta” estão os frutos e também os dons do Espírito Santo. Ele colocou em nossa
“conta” alegria, paz, gentileza, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Você pode fazer quantos saques quiser dessa “conta”. Pode pedir paciência, quando as coisas não são feitas no tempo em que você esperava. Pode “sacar” mansidão e domínio próprio, quando precisar perdoar alguém.

O que os cristãos do primeiro século tinham e que nós também podemos ter? O que os mantinha avançando, apesar de todas as dificuldades? O que está faltando na vida de muitos cristãos hoje? Muitos se sentem decepcionados com sua experiência religiosa. Oram e nada acontece. A leitura da Bíblia se tornou uma obrigação religiosa árida e sem sabor. Sentem que lhes falta fervor e alegria; e a vida cristã se tornou tediosa e estéril. Somente quando Cristo habita no coração, o poder do Espírito Santo pode nos ajudar.

Foi esse o poder que fez com que os primeiros cristãos aceitassem enormes desafios, fizessem as mudanças necessárias e aproveitassem as oportunidades que surgiram.

O tesouro dos Estados Unidos tem em depósito 36 bilhões de dólares não reclamados. Pessoas que morreram ou desapareceram, dinheiro que ninguém reclamou ou do qual se esqueceram. O céu também tem um “depósito”, uma soma incalculável de poder que está à nossa disposição, pronto para ser utilizado.

O tesouro do Céu espera apenas nosso pedido.

“O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 50).



Meditações Diárias 25/05/2011 - CPB

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Sua Próxima Oração | Para Renovar o Dia




Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos Seus discípulos lhe disse: “Senhor, ensina-nos a orar.” Lucas 11:1



Os discípulos não perguntaram como ensinar, como pregar nem como curar. A oração foi o único assunto em que eles foram específicos, ao admitir que precisavam aprender. O que despertou neles o desejo de orar como Jesus? Será que era a linguagem que Jesus usava?

Depois de presenciar Jesus orando em inúmeras ocasiões em Seu ministério e perceber a tranquilidade e a segurança que Ele expressava, perguntavam-se: “Por que não podemos fazer como Ele faz? Será que oramos como deveríamos?”

Quem sabe eles precisassem descobrir que a oração é mais do que simplesmente pedir coisas, ou impressionar a Deus com nossos pedidos. Não é tratar a Deus como office-boy. Na primeira oração do dia, dizemos: “Senhor, está vendo? Esta é a lista de tudo o que desejo fazer hoje. Por favor, não Se esqueça de nenhum item. Que cada um seja cuidadosamente atendido. Ah! Para este aqui quero uma solução até o meio-dia.”

Melhor é pedir que Ele nos dê sabedoria e discernimento para fazer diferença entre nossos desejos e nossas verdadeiras necessidades, e pedir humildade para nos submeter ao que Ele quer para nós.

A cada dia que passa, mais e mais nos convencemos da necessidade da oração em cada passo em nossa vida. Seja como principiantes, seja como cristãos experientes, é bom pedir em humildade: “Senhor, ensina-nos a orar.”

Ellen G. White, num singelo pensamento sobre a oração, diz: “A oração é a resposta para cada problema da vida. Ela nos põe em sintonia com a sabedoria divina, a qual sabe como ajustar cada coisa perfeitamente. Às vezes, deixamos de orar em certas circunstâncias, porque, a nosso ver, a situação é sem esperança. Mas nada é impossível com Deus.

“Nada é tão emaranhado que não possa ser remediado, nenhuma relação humana é tão tensa que Deus não possa trazê-la à reconciliação e à compreensão. Nenhum hábito é tão profundamente enraizado que não possa ser vencido. Ninguém é tão fraco que Ele não possa tornar forte. Ninguém é tão doente que Ele não possa curar. Mente nenhuma é tão obscura que Ele não possa tornar brilhante. Seja o que for que precisemos, se crermos em Deus, Ele há de suprir. Se alguma coisa nos causa preocupação ou ansiedade, paremos de propagá-la e confiemos em Deus por restauração, amor e poder” (Review and Herald, 7 de outubro de 1865).



Meditações Diárias 24/05/2011 - CPB

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Correndo Para Vencer | Para Renovar O Dia



Corramos com perseverança a corrida que nos é proposta. Hebreus 12:1


Para o texto de hoje, imagine-se ao lado do escritor. À distância, você pode ver a pista de corrida entre o templo e o estádio. Em clima de festival, soa a nota clara e distinta da trombeta do arauto. Os corredores saem da concentração, com os músculos aquecidos e em forma. Um segundo toque e todos tomam suas posições. Ao soar o terceiro toque, saem como flechas em direção ao alvo.

A prova dos 100 metros rasos é considerada a “rainha” das corridas de velocidade. Em 2008, o jamaicano Usain Bolt recebeu, aos 23 anos de idade, o título de melhor atleta do ano pela Federação Internacional de Atletismo. Tricampeão mundial, Bolt se tornou o atleta mais veloz de todos os tempos. Nas Olimpíadas de Pequim, conquistou três medalhas de ouro (100 m, 200 m e 4 x 100). Em Pequim, havia conseguido a marca de 9,69 segundos para os 100 metros; porém, em Berlim, bateu novo recorde: 9,58 segundos.

Para o ser humano, correr mais de dez metros por segundo chega à beira do incrível. Muitos se perguntam: Qual será o limite de Bolt? E qual é o limite do corpo humano?

No mundial de Berlim, ele admitiu ter olhado para os adversários antes de completar o trajeto: “Olhei um pouco por cima dos ombros, mas ainda bem que tudo deu certo.”

Os treinadores e agremiações esportivas têm uma série de dicas para os corredores. Uma das mais importantes é a concentração na hora da corrida. Quando estiver na pista, não divida sua atenção. Não olhe para o lado, nem olhe para trás.

Paulo compara a vida cristã a uma corrida, quando cada músculo e cada nervo concentram suas energias para vencer: Estou concentrando todas as minhas energias para insistir nesta única coisa: “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:13, 14).

O lugar em que corremos não tem a sofisticação do estádio olímpico “Ninho do Pássaro”, sede das Olimpíadas em Pequim. Não é também a pista de corrida dos corredores gregos, no tempo de Paulo. O lugar é a arena da fé.

“Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dEle que a nossa fé começa, e é Ele quem a aperfeiçoa” (Hb 12:2, NTLH).


Meditações Diárias 16/05/2011 - CPB

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Uma Carta Cheia de Graça



Se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim. Filemom 17

Assim como João escreveu cartas para as sete igrejas, Paulo também escreveu cartas para sete igrejas. Além dessas, escreveu mais três cartas pessoais. Uma delas é bem pequena. Nela está o resumo do evangelho. É quase um cartão-postal escrito em fonte tamanho 6, inserido entre Tito e Hebreus. São 335 palavras.

É uma cartinha muito pessoal, rica em conteúdo e em expressões cheias de carinho: “prefiro fazer um apelo com base no amor” (v. 9); “mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração” (v. 12); “reanime o meu coração em Cristo!” (v. 20); “fará ainda mais do que lhe peço” (v. 21). Era o tipo de carta que diz mais nas entrelinhas do que em suas poucas linhas. Filemom, para quem foi escrita a carta, era membro da igreja de Colossos, e possivelmente um converso de Paulo. Era também “dono” de escravos.

No momento em que escreveu essa carta, Paulo estava preso em Roma. Nessa escura prisão, encontrou-se com Onésimo, nome comum dado aos escravos e que significava “útil”. Ele era um jovem escravo fugitivo. Paulo descobriu que o “dono” dele era Filemom. Não sabemos se Onésimo havia roubado seu “dono” ou fugido por causa de dívidas. Na prisão, Paulo abriu uma janela de graça e Onésimo se tornou cristão depois desse encontro.

Diferente da escravidão de algumas décadas ou séculos atrás, em Roma, grande parte da população era escrava. Por causa da máquina de guerra romana, o status dos escravos variava bastante. Havia entre eles filósofos, professores, médicos, músicos, gente instruída. Tinham seus negócios e indústrias. Mas não tinham direito nenhum. Não tinham propriedades, não podiam se casar legalmente, e podiam até ser arrancados da família, dependendo do capricho ou vontade do “dono”.

Paulo percorreu uma milha extra em seu relacionamento com Filemom, tomando o lugar de Onésimo: “Se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim” (v. 17). Aceite-o como me aceitaria. Não como escravo, mas como um novo irmão em Cristo. Dê-lhe as boas-vindas como daria a mim. Estenda a ele o perdão, assim como perdoaria a mim.

Paulo estava tão interessado na reconciliação que disse: “Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta” (v. 18). O fato de a carta ter sido preservada mostra que Filemom recebeu Onésimo. Nós também estamos livres da condenação. Alguém maior do que Paulo assumiu nosso débito.


Meditações Diárias 10/05/2011 - CPB

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Como Resistir à Tentação | Para Renovar O Dia



Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim Alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Hebreus 4:15



Foi no deserto que teve lugar a grande luta entre o bem e o mal. Para Adão e Eva, a luta foi travada num jardim. Hoje, esse conflito segue acontecendo na sala de aula, no quarto, no local de trabalho, etc.

Lá no deserto, estavam frente a frente Jesus e o príncipe das hostes do mal. Todas as câmeras do Universo estavam voltadas para a batalha que seria travada. Os anjos também contemplavam a luta. “Todas as forças da apostasia se puseram a postos contra o Filho de Deus. Cristo Se tornou o alvo de todas as armas do inferno” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 116). Foi a grande batalha pelos habitantes da Terra.

A primeira tentação foi direcionada a uma necessidade percebida e sentida: a satisfação da fome. Nesse caso, Jesus poderia usar Seu poder em benefício próprio. A segunda tinha a finalidade de transformar Jesus em um galã, com atuação cinematográfica espetacular, deixando as multidões extasiadas e boquiabertas. Saltaria do templo e um anjo O ampararia no ar. Daí para frente, com toda certeza, a multidão que O acompanhasse ficaria apenas aguardando o espetáculo seguinte. Nessas duas primeiras investidas, o tentador começou com as palavras “se Tu és”.

Finalmente, na terceira tentação, o inimigo fez um oferecimento a Jesus. Ele não precisaria passar pelo caminho do sofrimento, da agonia e da negação para ter o domínio dos reinos da Terra. Bastaria tão somente dobrar os joelhos diante de Satanás. Seria um atalho para a conquista deste mundo.

Temos que pensar na tentação não apenas em termos de fazer o que não devemos, mas de esquecer nossa verdadeira identidade.
A tentação diz: esqueça quem você é só por cinco minutos, um dia, um fim de semana. Não há nenhuma câmera oculta registrando o que ninguém vai descobrir. É só desta vez. Outros também fazem isso. Não vai prejudicar ninguém.

É quando nos esquecemos de quem somos que nos tornamos presa fácil do inimigo. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é” (1Jo 3:2).

O que Jesus tinha na linha de frente para enfrentar a tentação? “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). E isso funcionou perfeitamente


Meditações Diárias 05/05/2011 - CPB

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Tudo Contribui Para o Bem? | Para Renovar O Dia



Sabemos que para aqueles que amam a Deus e são chamados de acordo com o Seu propósito, tudo o que acontece se encaixa num plano voltado para o bem. Romanos 8:28, Phillips



Durante o ano em que exerci a função de diretor de assuntos estudantis do Unasp, campus São Paulo, recebi em minha sala um dos alunos. Sentou-se pesadamente na cadeira e suas primeiras palavras foram: “Faça o favor de não mencionar para mim Romanos 8:28.” Eu entendia o porquê. No sábado anterior, seu carro havia capotado e a esposa tinha falecido no acidente.

Romanos 8:28 é um texto que tem sido usado como travesseiro enquanto procuramos entender alguma coisa errada que aconteceu conosco. É um dos versos que ainda luto para entender completamente. Fácil de ser dito e difícil de ser entendido.

Será que nós o estamos usando corretamente? Posso eu me aproximar de uma moça que perdeu o noivo num acidente faltando apenas um mês para o casamento, ou de um pai que perdeu o filho num afogamento, e dizer-lhes em tom de consolação: “Tudo contribui para o bem”? Em que isso vai contribuir para o bem dessas pessoas?

E seguem outros exemplos: se o namoro não deu certo é porque há um rapaz ou moça melhor para você no futuro. Se você não passou no processo seletivo na universidade que desejava, é porque Deus tem uma universidade melhor para você. Será que é isso o que o texto diz?

Quando os incidentes são relatados e o verso é mencionado, acredita-se que, quando uma coisa ruim acontece, Deus tem no gatilho algo muito bom.

Interpretações à parte, creio que o “tudo” não é o ponto principal do texto. Tente colocar Deus como o tema principal, e note como se torna mais claro o significado: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito.”

Parece que dá mais sentido ao texto, não é verdade? A promessa é que Deus tomará as coisas ruins e trabalhará por meio delas para o nosso bem.

“Perdemos muito porque não desfrutamos as bênçãos que podem ser nossas em nossas próprias aflições. Todos os nossos sofrimentos e tristezas, todas as nossas tentações e provações, [...] todas as experiências e circunstâncias são obreiras de Deus para que o bem nos seja trazido” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MD 1989], p. 185).


Meditações Diárias 03/05/2011 - CPB

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Espinhos e Graça | Para Renovar O Dia



Para impedir que eu me exaltasse [...], foi-me dado um espinho na carne. 2 Coríntios 12:7



Dificilmente encontraremos nos escritos de Paulo um texto como o de hoje, tão carregado emocionalmente, no qual ele derrama o coração. Era uma dor secreta, alguma coisa da qual ele não falava aos demais. Ele mesmo desabafa depois: “Por causa da extravagância daquelas revelações e para que eu não me orgulhasse, recebi de presente uma debilidade para me manter em contato com minhas limitações. O anjo de Satanás fez o que pôde para me manter lá embaixo, mas o que ele fez de fato foi que eu caísse sobre meus joelhos” (Rm 12:7, 8, The Message).

Muitos comentários foram feitos na tentativa de identificar esse espinho que impedia Paulo de ser mais eficiente no trabalho: se era um defeito físico, a oposição que encontrava ao seu trabalho ou alguma tentação espiritual. Ellen White comenta: “Paulo tinha uma aflição corporal, sua visão não era boa. Ele pensou que através de sincera oração a dificuldade pudesse ser removida. Mas o Senhor tinha Seu propósito e disse para ele: ‘Não me fale mais sobre esse assunto. Minha graça é suficiente. Ela o capacitará para enfrentar a enfermidade’” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 6, p. 1107). Assim como os pais respondem a um pedido insistente do filho: “Não peça mais. Já falei para você. Agora, não!” Paulo teve que parar de orar a esse respeito.

Nas situações estressantes, quando temos que tomar uma decisão que afetará o futuro e estamos com medo de errar, esta é uma rica promessa: “Minha graça é suficiente” (2Co 12:9).

Na experiência religiosa ou em momentos devocionais, muitas pessoas incorporam à sua vida orações e promessas que repetem cada dia. “Minha graça é suficiente” é uma das respostas a essas orações e inclui todos os recursos de Deus colocados à nossa disposição.

Para cada aspecto da nossa vida, em qualquer área em que nossa resistência esteja sendo testada em seu ponto máximo, lembremo-nos de que a graça de Deus é suficiente. E mesmo depois de ter tomado a decisão, vendo que as coisas não estão saindo conforme desejamos, confiemos nessa promessa.

Reinhold Niebuhr escreveu esta pequena oração, que ficou conhecida como Oração da Serenidade: “Senhor, dá-me a serenidade de aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar aquelas que eu posso mudar, e sabedoria para distinguir umas das outras.”


Meditações Diárias 29/04/2011 - CPB

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Esperança Como Âncora | Para Renovar O Dia



Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura. Hebreus 6:19



Para os cristãos, a âncora era um símbolo importante. Um símbolo de estabilidade e segurança. Nos corredores das catacumbas, três símbolos eram vistos pintados nas paredes: a pomba, como símbolo do Espírito Santo, o peixe (ICHTHUS, as iniciais de “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”), e a âncora, símbolo da esperança. A ideia que transparece é a de que, como cristãos, vamos enfrentar problemas e tempestades na vida.

Marinheiros e navegantes sempre lembravam uns aos outros antes de se lançarem ao mar: “Não saia do porto sem levar uma âncora.”

A vida cristã se assemelha em muito a um barco no meio do mar. Nela enfrentamos períodos de bonança e tranquilidade. Enfrentamos tempestades grandes e pequenas.

Às vezes, somos tomados de surpresa com uma crise após outra, uma tempestade após outra: é a perda do emprego, problema de saúde na família, desentendimento com os filhos, conflitos com o cônjuge ou a hostilidade no ambiente de trabalho. Você descobre que está à deriva.

John Maxwell, autor de vários livros na área de liderança cristã, escreveu:

“A esperança brilha mais quando a hora é mais escura. A esperança motiva quando o desânimo aparece. [...] A esperança canta quando todas as melodias silenciaram. [...] A esperança escuta respostas quando ninguém está falando. A esperança supera os obstáculos quando ninguém está ajudando. A esperança enfrenta dificuldades quando ninguém está se preocupando. A esperança sorri confiantemente quando ninguém está sorrindo. A esperança tem as respostas quando ninguém está perguntando. [...] A esperança ousa dar quando ninguém está repartindo. A esperança traz a vitória quando todos estão perdendo.”

Edward Mote, autor da letra do hino “Minha Esperança”, mostra como entendia a esperança como âncora em meio às tribulações. Uma das estrofes diz: “Se não Lhe posso a face ver, eu mesmo assim não vou temer, / Em cada transe a suportar, vou sempre nEle confiar” (Hinário Adventista, nº 253).

Onde está ancorada sua fé? No meio da tormenta, quando ondas gigantes se levantam contra seu pequeno barco, onde ancorar? Por que não lançar sua âncora nas firmes promessas da Palavra de Deus, na riqueza de Sua graça, de Seu cuidado e amor?


Meditações Diárias 28/04/2011 - CPB

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Declarado Inocente | Para Renovar O Dia



Quem ousará levantar acusação contra nós, que fomos escolhidos por Deus? O próprio Deus nos declarou livres do pecado. Romanos 8:33, Phillips



Acusar é uma das especialidades de Satanás. Depois de nos prender, enganar e seduzir, ele nos acusa. E depois, num misto de engodo e traição, as palavras que ele usa são: “Ninguém vai saber.” Porém, quando erramos, ele fica trazendo sempre à mente lembranças do nosso fracasso.

Diante da acusação, qual é a nossa reação? Primeiro experimentamos uma sensação de que estamos sujos, impuros, e não vamos ser perdoados. Depois vem a dúvida: “Será que Deus ainda me ama? Será que Ele vai me dar mais uma chance?” E, finalmente, um senso de desânimo, já que todas essas coisas abalaram meu sentimento de certeza na salvação que Deus quer me dar.

Como posso saber se a voz falando à minha consciência é a voz do Espírito Santo ou a voz do inimigo? A diferença está no propósito e no resultado esperado. O Espírito Santo procura nos convencer e ao mesmo tempo nos mostra a saída para o problema, lembrando-nos da promessa de Jesus: “Aquele que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.”

Uma das melhores ilustrações de acusação feita por Satanás é encontrada contra Josué, o sumo sacerdote:

“Então o anjo do Senhor me mostrou Josué, o sumo sacerdote, em pé diante do anjo do Senhor. Satanás estava ali, do lado direito do anjo, acusando Josué de muitas coisas. E o Senhor disse para Satanás: ‘Eu, o Senhor, rejeito suas acusações, Satanás. Sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende...’ As vestes de Josué estavam sujas, ao estar ali diante do anjo. Assim o anjo disse: ‘Tirem suas vestes sujas.’ E voltando-se para Josué disse: ‘Eu tirei seus pecados e agora vou lhe dar estas novas vestes finas’” (Zc 3:1-4, A Bíblia Viva).

Essas vestes novas representavam sua justificação. Josué, por si mesmo, não podia limpar seus próprios pecados. Ele não estava em condições de se defender. Alguém teria que fazê-lo por ele.

A promessa de Deus é muito reconfortante: “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1).

“Pois Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle” (Jo 3:17).

“Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1, ARA).


Meditações Diárias 27/04/2011 - CPB

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Doador Extravagante | Para Renovar O Dia



Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas? Romanos 8:32



Alguma vez você já recebeu um presente que por você mesmo não seria capaz de comprar? Quem sabe uma caneta Mont Blanc, um relógio Rolex, uma câmera digital último modelo, um carro, uma moto? E, de sua parte, você já se arrependeu alguma vez por não ter dado um presente melhor para alguém? Creio que nos arrependemos mais por não termos dado um presente melhor do que por termos feito algum sacrifício. Dizemos: “Foi caro, fiz um sacrifício, mas valeu a pena.”

No texto de hoje, pela maneira de Paulo fazer a pergunta, não resta dúvida nenhuma. Ele argumenta: “Se Deus deu o Seu Filho, como não nos dará todas as coisas?” A lógica é clara. Partindo do maior para o menor, ele diz: “Se Ele não poupou Seu próprio Filho, se não O impediu de sofrer, não Se esquivou, não Se conteve ao oferecê-Lo, não O impediu de ir até a cruz... Se entregou tudo, o que mais Deus poderia dar que se aproximasse do preço do Calvário? Como é que Ele vai reter alguma coisa? Como é que Ele não vai colocar tudo à nossa disposição? Se quando éramos inimigos Deus nos tratou pacientemente, como é que agora, sendo Seus filhos, não vai dar ‘todas as coisas’?” Paulo fala em termos universais, excluindo qualquer limitação. “Como podemos estar certos de que Deus vai suprir todas as nossas necessidades?” Ou: “O que mais você quer?”

Veja que espécie de doador é Deus. Não é aquele doador mesquinho que fica calculando o mínimo que pode gastar para dar um presente. Ele é um doador que dá graciosamente. Se em Sua natureza está o fato inerente de que Ele dá todas as coisas de maneira generosa e até mesmo extravagante, como é que vai restringir suas dádivas? Como não vai cuidar de nós? Se, quando éramos inimigos, Ele nos tratou com misericórdia, como é que agora, sendo Seus filhos, não nos dará em abundância Seu amor, Sua justiça e Seu perdão?

Você pode ter a certeza de que, na condição de filho de Deus, todas as bênçãos celestiais estão ao seu alcance. Em Cristo, o Céu é seu!


Meditações Diárias 26/04/2011 - CPB

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Deus do Nosso Lado | Para Renovar O Dia



Se Deus é por nós, quem será contra nós? Romanos 8:31



Quando lemos o capítulo 8 de Romanos, parece que até ali, naquele momento, Paulo estava sentado falando para um grupo de alunos. Então, ele se colocou em pé, como se tivesse alguma coisa muito importante para falar. E começou: “Em vista de tudo isso que vocês escutaram, o que nos resta dizer?”

E, segundo John Stott, lançou para o ar a primeira das “cinco perguntas irrespondíveis” e o primeiro verso do que alguns chamam de cântico triunfal do cristão.

Com sua facilidade de expressão, Paulo começou lançando um desafio: “Se Deus é por nós, quem vai prevalecer contra nós?” Ele usa uma cláusula condicional. O que significa o “se”, na frase de Paulo? Estaria ele dizendo: “Olha, eu não estou bem certo de que Deus vai estar conosco”? Estaria ele dizendo: “Eu não estou bem certo de que Deus está do nosso lado”, ou ele estava declarando que, “baseado naquilo que conheço de Deus e do Seu grande amor por nós, o Senhor é por nós”?

Se você substituir a palavra “se” e deixar a expressão “já que Deus é por nós”, terá a noção exata do que Paulo quis transmitir.

A intenção de Paulo não foi fazer uma bonita declaração, mas colocar algumas respostas em nossos lábios e criar certeza dentro de nós. Se Deus é por nós, Ele vai estar conosco nos momentos de ansiedade e preocupação.

O inimigo vai colocar tropeços no caminho, dúvidas e tentações em nossa mente. Pode querer arruinar nossa família, perturbar a vida dos nossos filhos e nos desanimar, mas não devemos temer. Pode haver enfermidades, desapontamentos e circunstâncias difíceis.

Podemos pensar: “Deus tem tanta coisa para cuidar, será que Ele vai Se importar comigo? Será que Ele vai ter tempo para mim?” Como reagimos quando coisas ruins acontecem conosco?

Pedro também disse: “Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade” (1Pe 5:7). Não é você ficar com as pequeninas ansiedades e entregar as grandes a Deus. Não é escolher aquelas com as quais Deus vai lidar e aquelas que ficarão sob seu cuidado. Todas as coisas que podem ser contra nós não serão problema para Deus enfrentar.

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo? [...] Ainda que um exército se acampe contra mim, meu coração não temerá; ainda que se declare guerra contra mim, mesmo assim estarei confiante” (Sl 27:1, 3).


Meditações Diárias 25/04/2011 - CPB

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Levando a Cruz de Jesus | Para Renovar O Dia



Certo homem de Cirene, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, passava por ali, chegando do campo. Eles o forçaram a carregar a cruz. Marcos 15:21



Já percebeu como coisas insignificantes levam muitas vezes a surpresas e circunstâncias inesperadas? Sair cinco minutos antes ou depois, perder um ônibus e tomar outro, escolher sem motivo aparente outro trajeto... E muitas vezes aparecem circunstâncias sobre as quais não temos controle.

O texto de hoje coloca tudo de maneira bem resumida. No cenário, estava Simão, prosélito judeu que tinha ido a Jerusalém a fim de assistir à festa da Páscoa. Ele era de Cirene, cidade grega relativamente grande, na região em que agora está a Líbia, no norte da África. De outro lado, havia os soldados romanos. Para eles, Jesus era apenas mais um entre tantos condenados que iria receber como pena a morte de cruz. Rudes e severos, tinham pressa para que tudo terminasse logo.

No centro de tudo e de todos, Jesus. Na noite anterior, Ele havia sido levado de uma sala de julgamento para outra. Tinha sido castigado, maltratado e açoitado. Era visível Seu sofrimento, e o corpo já não respondia como Ele gostaria. Exausto, caiu sob o peso da cruz.

Num toque de piedade, os soldados perceberam a impossibilidade de Jesus continuar levando a cruz. Procurando quem poderia ajudar, obrigaram Simão a levar o madeiro. Os discípulos poderiam ter se aproximado e ajudado, mas tinham medo. Simão deve ter pensado: “Por que fui passar por aqui justamente agora? Estou no lugar errado e na hora errada!”

Ele não ia levar uma taça ou troféu, que todo mundo apreciaria carregar. Mas aquilo que ele aceitou compulsoriamente terminou em serviço voluntário. Porque séculos antes da cruz o profeta já dissera: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is 53:6). Que fardo realmente pesado!

Simão se tornou a única pessoa que ajudou Jesus a levar Sua cruz. E essa cruz que ele levou se tornou o instrumento de sua conversão. Ele bem poderia cantar o hino: “Ao pé da cruz de Cristo, feliz desejo estar, / Repouso ter à sombra ali, e então a paz gozar” (Hinário Adventista, nº 416).

Permita que a cruz de Cristo modifique a sua vida também.


Meditações Diárias 19/04/2011 - CPB

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Equilíbrio | Para Renovar O Dia



Não seja excessivamente justo nem demasiadamente sábio; [...] Não seja demasiadamente ímpio e não seja tolo; [...] É bom reter uma coisa e não abrir mão da outra, pois quem teme a Deus evitará ambos os extremos. Eclesiastes 7:16-18


Partindo da definição comum de equilíbrio como harmonia, moderação, autocontrole, postura sem oscilação, o Dr. Spencer Johnson, em seu livro Um Minuto Para Mim, define equilíbrio como “estilo de vida que contempla todas as áreas da vida”.

Equilíbrio é você viver de maneira equilibrada, podendo em alguns momentos se decidir entre a aproximação e o retraimento, o muito e o pouco, o tradicional e o contemporâneo, entre o amor e a disciplina, entre as mãos de Marta e o coração de Maria.

Ser equilibrado não significa ser alguém sem tônus, frio, impassível, calculista. Nem devemos imaginar que equilíbrio seja uma régua, uma trena para ver se saímos do trilho, nos excedemos ou fomos longe demais.

O inimigo do bem quer nos polarizar em diferentes áreas da vida. Quer que sejamos extremistas.

Se concordarmos que “equilíbrio é contemplar todas as áreas da vida”, precisamos de um estilo de vida em que levemos em conta família, trabalho, recreação, amigos, igreja e nossas necessidades pessoais.

A família precisa de atenção e mais quantidade de tempo, em lugar de estar em frente ao computador e à televisão. O trabalho e a vida profissional requerem constante aperfeiçoamento. A vida devocional e a comunhão com Deus também devem estar todos os dias em nossa agenda. O lazer, a recreação e o relacionamento com os amigos igualmente fazem parte desse equilíbrio.

Jesus cumpriu Sua missão aqui na Terra com equilíbrio. Não temos registro de que Ele alguma vez estivesse apressado. Nunca vemos Jesus pressionando os discípulos para ultrapassarem os limites, negligenciar o descanso ou deixar de comer. Ele sabia quando trabalhar, quando começar e quando terminar. Até nos últimos momentos, de certa forma, podemos ver equilíbrio na vida de Jesus: “Tomaram eles, pois, a Jesus; [...] e com Ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio” (Jo 19:17, 18, ARA).

Mesmo que a colocação da cruz de Jesus no meio possa ter sido uma indicação dos que O crucificaram de que Ele era o pior; por outro lado, Jesus estava dizendo: “Fique no centro. Evite os extremos.”


Meditações Diárias 18/04/2011 - CPB

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Graça Entronizada | Para Renovar O Dia



Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Hebreus 4:16


Trono é símbolo de realeza e autoridade. Tronos são ocupados por reis e monarcas que enfeixam nas mãos muito poder. Imaginamos o trono como lugar de difícil acesso, de possibilidade de aproximação muito remota. Se você já teve a oportunidade de estar em uma audiência com alguma autoridade, conhece o cerimonial e a formalidade que cercam a visita a uma pessoa assim. Para começar, as entrevistas são conseguidas a muito custo. São entrevistas solicitadas e “mendigadas”, com tempo bastante limitado, e dependem muitas vezes de um bom intermediário.

Antes de chegar à sala de audiência, você passa por várias antessalas, onde sua paciência é testada pelo tempo que fica aguardando. Para mim, essas salas, em lugar de nos deixar tranquilos, nos enchem de ansiedade, colocando a pessoa que vamos visitar num patamar mais elevado, e nós, como os “privilegiados” que se aproximam de alguém altamente inacessível.

E ali na sala de audiência está a autoridade com a qual queremos falar, acompanhada de dois adjuntos, uma secretária e dois oficiais. A conversa que era de caráter pessoal acaba sendo escutada por outros. Falta a privacidade que você gostaria de ter recebido.

Em contraste com a formalidade de uma audiência assim, todos os seres humanos são convidados a se aproximar do lugar mais importante de todo o Universo: o trono da graça de Deus, levando até ali seus pedidos.

Ao orarmos, não percamos de vista o fato de que é por meio da oração que entramos na “sala de audiência de Deus”. Vamos conseguir o que o povo israelita sempre quis, durante muito tempo: acesso livre e direto a Deus; liberdade de aproximação.

Quando ouvimos a expressão “trono da graça”, o coração se enche de confiança. É um lugar de onde nascem e fluem todas as bênçãos. Para essa audiência, todos os seres humanos são gentilmente convidados. E quem nos convida é o Criador de todas as coisas! Convida-nos para entrar em Sua presença e nos aproximar do trono da graça.

Diante do soberano do Universo, pobres pecadores podem ter acesso e se apresentar com ousadia, com confiança e certos de que vão ser atendidos.


Meditações Diárias 15/04/2011 - CPB

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Arrependimento É o Primeiro Passo | Para Renovar O Dia



Vocês devem mudar seus corações e suas mentes e crer nas boas-novas. Marcos 1:15, Phillips


Na luta contra o pecado, cada um de nós se sente preso na armadilha de pecar e confessar, pecar e confessar, uma e outra vez. Será que podemos quebrar esse ciclo de levantar e cair, tentar andar e tropeçar, confiar e desanimar? A boa notícia é que as cadeias podem ser quebradas, o jugo pode ser desfeito e as amarras podem ser cortadas. Não interessa há quanto tempo você esteja nesse caminho, detido e enroscado, em atitude de derrota.

Se você perguntar como vencer isso, muitos programas de autoajuda, psicólogos, educadores e agentes sociais vão oferecer respostas aparentemente positivas. Mas somente Deus tem a saída. É uma palavra bonita, pouco ouvida em nossos dias: arrependimento. Foi a palavra com a qual Jesus iniciou Seu ministério.

Vamos começar explicando o que o arrependimento não é. Não é aquele sentimento de: “Que pena que fui descoberto.” “E agora como vou encarar meus pais?” “E a minha família?” “E minha reputação?” Não é apenas temer as consequências do erro. Você já teve que assinar uma multa reconhecendo excesso de velocidade? Você lamentou estar correndo demais, colocando em risco sua vida e a de outros, ou o fato de ter que pagar a multa? Você pode até chorar enquanto está dizendo que estava errado, sem, no entanto, se arrepender.

Arrependimento é uma nova maneira de pensar. Não é apenas se desviar do mal, mas tomar nova direção. É aquela placa de retorno que traz alívio quando erramos o caminho, quando passamos do trevo de saída, quando deixamos de ler o mapa, de ver ou escutar o GPS. É quando deixo meu caminho e sigo no caminho de Deus. É me afastar do pecado e me aproximar dEle. Isso pode ser feito agora. Fale com Deus, Ele vai ajudá-lo a dizer: “Lamento muito o que fiz. Não devia ter feito. Ajuda-me a reparar da melhor forma possível o mal feito.”

Deus simplesmente dirá: “Tome o próximo retorno. Mude de direção. Venha a Mim.”

Não haverá cobranças, censuras, nem recriminações. Apenas celebração: “Há alegria no Céu por um pecador que se arrepende.”

“É só um passo, uma decisão, um aceno / Pra sua vida encontrar valor que é pleno / Sair em busca de um tesouro / Trocar o velho pelo novo / Descobrir que a vida pode ser tudo aquilo que não foi” (É Só Um Passo, letra e música de Jader Santos).


Meditações Diárias 14/04/2011 - CPB

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Convite Para Orar ao Pai | Para Renovar O Dia



[Jesus] lhes disse: “Quando vocês orarem, digam: Pai!” Lucas 11:2


Em resposta ao pedido dos discípulos – “Ensina-nos a orar” (v. 1) –, Jesus lhes ensinou o Pai Nosso, ou a Oração do Senhor.


Em contraste com aquelas orações compridas e infindas repetições ensinadas pelos rabinos, a oração que Jesus ensinou é breve, expressiva, completa. Ela contém apenas 70 palavras. Mas um novo elemento foi introduzido. Trata-se de uma nova expressão pela qual Jesus ensinou Seus discípulos a se dirigirem a Deus como Pai. Queria impressioná-los com a necessidade de comunhão íntima, de familiaridade e proximidade com Ele.

No Antigo Testamento, Deus é chamado de Pai apenas sete vezes, e em todos esses casos é Israel como nação que Lhe fala. De outro lado, os Evangelhos registram que Jesus mencionou a palavra “pai” 170 vezes. Ele queria que todos olhassem para Deus como Pai de misericórdia, ternura e amor.

Não sei qual é a expressão que você usa para começar suas orações. Escuto algumas vezes, na igreja, orações dirigindo-se a Deus assim: “Grandioso, Altíssimo e Soberano Senhor!” Essas expressões não estão erradas, em si, porque falam da grandeza de Deus, mas perdemos em termos de proximidade e intimidade. Elas colocam Deus muito distante. Sentimo-nos longe, pequenos, lá embaixo, ao pé de uma longa escada; e Deus lá em cima, difícil de ser alcançado. Ele nem Se aproxima nem nos enxerga direito.

Chamar a Deus de Pai é uma demonstração de dependência. É também uma expressão de segurança e confiança. É a percepção de nossa necessidade e de completa dependência de Deus.

Na hora difícil de grande necessidade e angústia, o próprio Jesus, no Jardim do Getsêmani, dirigiu-Se a Deus com a expressão “Abba”. Era simplesmente a demonstração de um relacionamento vivido por Ele. Falou com Seu Pai com simplicidade, intimidade e confiança.

Nós, como filhos adotivos de Deus, também podemos nos aproximar com ousadia, e em nossos momentos de incerteza e desespero chamá-Lo de “Pai”.

“Para fortalecer-nos a confiança em Deus, Cristo nos ensina a dirigirmo-nos a Ele por um nome novo, um nome enlaçado com as mais caras relações do coração humano. Concede-nos o privilégio de chamar o infinito Deus de nosso Pai. [...] Pronunciado ao pedir Seu favor ou bênçãos, soa-Lhe aos ouvidos como música” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 141, 142).


Meditações Diárias 13/04/2011 - CPB

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O Escândalo da Graça | Para Renovar O Dia



Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Mateus 20:16


Diga-me o que pode fazer alguém que chega ao emprego e bate o cartão às cinco da tarde (sem se tratar de um turno especial)? O que vai fazer no escritório, na oficina, na fábrica ou no campo? O melhor do dia já se foi. O que era para ser feito naquele dia, já terá sido feito. O que era urgente ficou para trás.

Aqui está a história de um homem que precisava fazer sua colheita de uvas no menor tempo possível. Logo no início da manhã, ele foi procurar trabalhadores braçais, oferecendo uma moeda de prata pelo dia de trabalho. Encheu um ônibus rural e levou todos. Descobriu que precisava de mais gente. Foi às nove da manhã, voltou ao meio-dia e às três da tarde. Chegou até mesmo a ir às cinco da tarde para recrutar mais gente para realizar a tarefa.

Nesta parábola encontramos várias surpresas:

Primeira surpresa: os que chegaram por último receberam o salário primeiro.

Segunda surpresa: os que começaram a trabalhar às cinco da tarde receberam salário de um dia completo. Suponha que o salário desse pessoal tivesse como base 60 reais. Assim, quando abriram os envelopes, esses últimos descobriram três notas amarelinhas de 20 reais, e ficaram nas nuvens. Olharam para os lados e saíram apressadamente.

E o restante do pessoal? Começaram a fazer cálculos. Aqueles que chegaram às três da tarde disseram: “Vamos receber 180 reais!” Quem havia começado a trabalhar ao meio-dia receberia 360; os que chegaram às nove da manhã receberiam 540; e aqueles que haviam trabalhado doze horas teriam 720 no bolso! “Que bolada vou receber! Minha esposa nem vai acreditar!”

Aí vem a terceira surpresa: os que trabalharam o dia todo receberam também um envelope com três notas de 20 reais. O porta-voz do grupo protestou, esperneou, mas de nada adiantou.

Lembra-se de como termina a parábola? “Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.”

Amigo, a graça de Deus inverte o raciocínio. Ela diz para deixarmos de lado escalas, balanças, calculadoras e aferições de desempenho, porque a salvação é uma dádiva. “Não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à Sua misericórdia” (Tt 3:5).

Nos negócios humanos, a compensação é feita de acordo com o trabalho realizado; mas, nos negócios do reino, a salvação é um presente, e você não paga por um presente que recebe.


Meditações Diárias 12/04/2011 - CPB

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Apenas uma Criança | Para Renovar O Dia



[Davi] disse a Saul: “Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado.” Então tirou tudo aquilo e em seguida pegou seu cajado, escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor, e, com sua atiradeira na mão, aproximou-se do filisteu. 1 Samuel 17:39, 40


No pregão de apostas para definir o vencedor da luta, as chances de vitória eram uma em cem. Essa era a situação de Davi. Até ali os desafios tinham sido os xingamentos, a estratégia militar do inimigo, as especulações, a checagem das armas, o levantamento de homens em condições de luta, e assim por diante.

Os filisteus costumavam dizimar seus inimigos, o que deixaria para trás os clássicos filmes de ação, com luta entre facções, gangues e grupos: no filme Rambo IV, morreram 449; em O Exterminador do Futuro, foram 538 mortos; Guerra nas Estrelas, 508; e em O Justiceiro, foram 662 mortos (tudo na ficção, claro).

Tenha em vista algumas coisas quando tiver que enfrentar desafios:

Não se compare aos demais. Há pessoas compulsivas em se comparar a outras. Cada vez que um colega se sai bem, sentem-se fracassadas. Toda vez que o sol brilha para outros, do seu lado faz sombra. Acreditam que a Lei de Murphy só funciona para si mesmas, isto é, se alguma coisa tem que dar errado, dará errado com elas. O outro fala melhor, canta melhor, tem roupa de grife, tem o carro do ano. Ao nos compararmos com os outros, sempre encontraremos pontos nos quais eles nos superam, e outros nos quais nos saímos bem.

Aceite suas limitações. Medir-nos pelos outros é frustrante. Estamos em diferentes etapas de desenvolvimento, tanto física, quanto social, mental e espiritualmente. Pena que muitas vezes não temos a humildade nem a coragem para dizer “não sei”, “não posso”, “não tenho”. Temos nossos gostos, inclinações, interesses, mas não somos fortes em todos os pontos.

Use sua própria armadura. Disseram para Davi: “Você está chegando aqui com um currículo invejável. Você tem competência para colocar essa armadura do rei.” Então, pela insistência de outros, ele entrou no cenário da guerra parecendo aquilo que não era. “Mas como? Quero ser eu mesmo! Será que tenho que ser cópia dos outros?” Até que ele decidiu: “Não sou soldado. Sou pastor de ovelhas. Não vou aparecer com essa armadura. Vou usar meu estilingue e minhas pedras.” E disse mais: “Todos os que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor” (1Sm 17:47).

Não sei que gigantes ou desafios você terá que enfrentar hoje. Mas seja você mesmo. Esteja confiante, pois a batalha é do Senhor e Ele lhe dará a vitória!


Meditações Diárias 11/04/2011 - CPB

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A Pérola de Grande Preço | Para Renovar O Dia



[O negociante,] encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou. Mateus 13:46


Mesmo que não sejamos compradores obsessivos e compulsivos, há algumas coisas que fazem saltar nossos olhos e cativam nosso desejo de comprar. Às vezes, é um relógio de pulso, um celular, um par de tênis, uma roupa, óculos de sol... E queremos “espichar” nosso dinheiro. Dizemos: “Por que não gastar só um pouquinho mais e ficar completamente satisfeito?”

Foi esse sentimento que tomou conta do mercador de pérolas, quando ele encontrou o que estava procurando. “Achei! Era essa mesma!” A pérola era tão extraordinária que ele foi fisgado pela beleza da joia. Depois que a descobriu, estava disposto a fazer todo sacrifício para adquiri-la. Foi então que vendeu tudo o que possuía e a comprou.

Guy de Maupassant conta a história de Matilde Naisiel, mulher simpática, graciosa, mas casada com um pobre funcionário. Ela gostava de se vestir bem e ir a festas. Foram convidados pelo Ministro de Educação, de quem seu esposo era funcionário, mas lamentava não ter o que vestir. Com 700 francos dados pelo esposo, ela comprou um bonito vestido, e pediu emprestado à amiga Madame Forestier um colar de diamantes. Na festa, Matilde estava encantadora. Mas, no caminho de volta para casa, perdeu o colar. Tiveram que comprar outro pelo preço de 36 mil francos.

Dez anos mais tarde, ela se encontrou com Madame Forestier e lhe contou que havia trabalhado todos aqueles anos para pagar o colar.

– O quê? Mas você me devolveu o colar! – disse a Sra. Forestier
– Sim, eu devolvi um igual a ele, e há dez anos o estamos pagando.
– Você está dizendo que comprou um colar de diamantes para repor o meu?
– Sim.
– Oh! Minha querida Matilde, mas o meu era somente de vidro e não valia mais do que 500 francos!

Muitos trabalham penosamente e se sacrificam para encontrar apenas desapontamento. A verdade é que somente Jesus satisfaz. Aquele que encontra em Cristo a satisfação de todos os seus desejos deve estar disposto a dizer como Paulo: “Vejo tudo como perda em comparação ao lucro superior de conhecer a Cristo Jesus. [...] Por causa dEle, cheguei a sofrer perda de tudo, mas considerei isto simples refugo, se comparado ao fato de poder ganhar a Cristo” (Fp 3:8, Phillips).

“Tudo que pode satisfazer às necessidades e anelos da vida humana, para este e para o mundo vindouro, é encontrado em Cristo” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 115).


Meditações Diárias 08/04/2011 - CPB

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